JP quer outro modelo educativo para combater o “desencanto” dos jovens com a escola

A JP Madeira, na sequência de reuniões com o secretário regional da Educação e com o grupo parlamentar do CDS Madeira, veio hoje preconizar um novo modelo educativo, para combater o desencanto dos jovens com a escola, apontando que “os números a nível nacional indicam que 30% dos jovens não gostam da escola e 17,9% dizem-se exaustos”.

“É para combater estes dados que a JP-Juventude Popular da Madeira, estrutura política juvenil do CDS-PP Madeira, elaborou um conjunto de propostas que apresentou recentemente tanto ao grupo parlamentar do CDS-PP Madeira como ao secretário regional da Educação nos dias 26 e 27 de Março”, declara um comunicado de imprensa.

Para a JP Madeira, esta é a real causa dos elevados níveis de abandono e insucesso escolar e também uma das causas dos diversos casos de violência nas escolas que cada vez mais se têm tornado comuns nas páginas de jornais. “Se os alunos não se sentem bem e integrados no ambiente escolar, dificilmente terão aproveitamento escolar e maior probabilidade existe para que tenham comportamentos desviantes”, raciocina a organização política de juventude.

Das propostas defendidas pelos jovens centristas destacam-se a aposta na autonomia das escolas, permitindo que cada escola se adeque ao seu contexto e aos seus alunos, consigam oferecer modelos educativos diferentes, ajustados às diferentes realidades e preferências dos estudantes. Assim sendo defendem também a promoção da liberdade de escolha para permitir que cada aluno possa escolher a escola que tem um modelo educativo que melhor se adequa à sua realidade. No modelo de autonomia escolar, a JP Madeira defende que as escolas tenham não só autonomia pedagógica como também de gestão financeira incluindo o recrutamento dos seus professores e outros profissionais.

Os jovens centristas defendem ainda ainda medidas como a limitação do tempo dedicado aos trabalhos de casa, visando promover um maior equilíbrio entre a vida pessoal e académica dos estudantes e a maior participação dos jovens em actividades fora da escola.

Também neste sentido, defendem a criação de um cheque ensino para actividades extracurriculares para apoiar o acesso dos alunos carenciados e/ou em situações de risco a outras actividades educativas e enriquecedoras do seu desenvolvimento que de outra forma lhes estariam vedadas.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.