Estepilha: Rio dá um “nó cego” aos Açores e à Madeira

Estepilha, foi cá um “nó cego” que Rui Rio deu para explicar o 6º lugar concedido ao PSD Madeira na lista de candidatos às eleições europeias, ocupado por Cláudia Monteiro de Aguiar. Um lugar, diz-se, elegível, contra o 8º proposto ao PSD Açores, que entretanto recusou e ameaça nem fazer campanha em território açoriano. O líder do PSD “comprou” uma “guerra” com a estrutura social democrata dos Açores, mas na tentativa de dar “uma no cravo, outra na ferradura”, que tem sido mais ou menos a sua imagem de marca, toca a “meter” areia na engrenagem do PSD-M, dizendo, sem “papas na língua”, que agora cabe à Madeira representar as Regiões Ultraperiféricas e cabe a Cláudia Monteiro de Aguiar, através do seu gabinete, contar com pessoas dos Açores. Clarinho como água. Clarinho para agora e clarinho para as futuras eleições europeias se continuar a passar este Rio pelo PSD. Da próxima, ficam já a saber, os Açores figuram em lugar elegível e representam a Madeira, com umas pessoas madeirenses no gabinete do eurodeputado açoriano eleito. Inédito, mas uma vez é a primeira. E convém desbravar caminhos diferentes porque de iguais estamos já cansados.

O Estepilha não tem nada contra este “coelho da cartola” que Rui Rio tirou à última da hora, nem tem contactos suficientes para saber se a estrutura social democrata madeirense pensa o mesmo ou se está a “jogar” naquela versão que o líder nacional pode não aguentar muito tempo e depois das eleições logo se vê se os Açores ficam ou não “a ver navios”, que é como quem diz, nem o oitavo nem pessoas dos Açores no gabinete de Cláudia. Nem troca de lugar nas eleições futuras. Só se for isso que acalme os ânimos, porque esta justificação do líder nacional deixou tudo de “boca aberta”. Por ser inédita não quer dizer que não funcione.

Não há mais ou menos uma expressão popular dizendo que «Não se pode descer duas vezes a mesma água do Rio.»? Talvez sim, talvez não!