Bloco de Esquerda critica investimento do Governo na cota 500

O Bloco de Esquerda esteve hoje na cota 500, para chamar a atenção para os trabalhos de prolongamento da via, que já estão a iniciar-se. De acordo com o coordenador regional do BE, Paulino Ascensão, esta é uma obra que custará largos milhões ao orçamento regional e fará muita vista, mas cuja utilidade é mais que discutível, não sendo, certamente, uma prioridade.

Para o Bloco, isto demonstra o regresso “à velha estratégia que conduziu à dívida da Madeira e à bancarrota” dos governos de Alberto João Jardim, ou seja, de realizar grandes obras para “alimentar os lobbys do betão, mas que não são sustentáveis”.

Paulino Ascensão referiu que a Região defronta-se com um problema sério, o dos jovens que acabam os seus estudos e não vislumbram possibilidades de emprego. A resposta que os GR lhes dá, acusou, é o de se empregarem na construção civil, com um prazo de meses, portanto. Depois da obra concluída, regressam de novo à mesma situação.

A cota 500, na perspectiva de Paulino Ascensão, face ao enorme investimento nela aplicado, contribuirá muito pouco para que haja empregos de qualidade para os madeirenses que deles necessitam. “Continuamos reféns desta visão provinciana, saloia, de que o desenvolvimento é fazer betão, é espalhar asfalto. Não é. O desenvolvimento é criar empregos duradouros (…), para que os jovens possam fixar-se na sua terra”, opinou.


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