
O movimento “Mais Porto Santo” veio hoje a público desafiar o Governo Regional a “estender o Subsídio Social de Mobilidade entre as ilhas aos três meses de Verão, como forma de equilibrar a balança e não prejudicar a economia da Ilha Dourada durante este período”.
Esta posição do movimento liderado por José António Castro é assumida atendendo a que “o Governo Regional resolveu assumir, sem preconceitos ou responsabilidade, o custo de um ferry deficitário entre o Funchal e Portimão, que custa aos madeirenses um pouco mais de um euro em relação ao custo de uma viagem marítima entre a Madeira e o Porto Santo”.
“Como todos sabem, o Governo Regional apresentou em Fevereiro de 2016 a concretização de um subsídio de mobilidade entre as ilhas da Madeira e o Porto Santo, ao longo de nove meses – entre Outubro e Junho – com um apoio de 25 euros aos residentes da Madeira como forma de esbater a sazonalidade e incentivar a economia do Porto Santo. A medida foi bem acolhida, ainda que a forma de obtenção do reembolso continue a ser patética, sem que nada o justifique, só que, volvidos dois anos, o mesmo Governo Regional resolveu fomentar uma concorrência desleal ao Porto Santo, ao promover o pagamento de um ferry entre o Funchal e Portimão com preços vergonhosos, quando comparativamente com aqueles que são praticados pela Porto Santo Line”, diz o líder e vereador do movimento.
O “Mais Porto Santo” fez as contas e lembra que “uma viagem marítima para um residente na Madeira até Porto Santo tem um custo exato, neste momento, de 56,94 euros, para um trajeto de 2 horas e meia, já uma viagem marítima entre a Madeira e Portimão é oferecida a 58,20 euros, para uma deslocação de 23 horas. A diferença é de apenas 1 euro e 26 cêntimos, o que é ridículo. E se o subsídio de mobilidade que termina a 30 de Junho ajudava a minimizar este atentado político, com a chegada do mês de Julho vai ficar uma vez mais demonstrada a real forma como o Executivo madeirense olha para o Porto Santo, certamente com desdém, menosprezo e sem preocupação por quem lá vive, caso contrário não instituiria um crime desta natureza”, acusa o líder do movimento Mais Porto Santo, que também não poupa críticas à Câmara Municipal local”.
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