
Uma delegação da Ordem dos Farmacêuticos na Madeira está neste momento a ser recebida pelo secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, no âmbito dos encontros que o governante tem vindo a desenvolver com representantes dos diferentes sectores da Saúde na Região e que visam conhecer, de forma mais detalhada, o que pensam as várias vertentes de opinião pouco tempo depois de tomar posse na liderança política do sector.
O responsável pela Ordem na Região considera importante este encontro enquanto parceiro para ajudar a elencar as políticas em Saúde, desde as prescrições até à distribuição de medicamentos, passando por um conjunto de situações relacionadas com o medicamento, tanto o hospitalar como o da farmácia comunitária”.
Novas atribuições
Bruno Ferreira lembra, enquanto temáticas não necessariamente para abordar neste encontro de hoje, mas para debater este ano, as novas atribuições reservadas às farmácias comunitárias, “com prolongamentos de cuidados de saúde primários, que vêm permitir um papel mais interventivo das farmácias na Saúde Pública”.
A recente decisão do Infarmed, relativamente a uma campanha de sensibilização para a necessidade de travar o excesso de automedicação, é uma questão preocupante, também na Madeira, com Bruno Ferreira a referir que a situação, na Região, “é igual e ainda há muitas pessoas que recorrem à automedicação sem o aconselhamento de um profissional de saúde. Há cada vez mais essa realidade, que por vezes não corresponde às reais necessidades do utente e a utilização prolongada pode provocar consequências desagradáveis”.
Farmácias estão em fase de recuperação
Relativamente ao número de farmácias e à respetiva situação financeira empresarial das mesmas, Bruno Ferreira considera que neste momento o número corresponde à capitação prevista de uma farmácia para 3.500 pessoas. “Não há presentemente, do ponto de vista empresarial, condições para que o tecido empresarial possa dar resposta com mais farmácias. Considero que no que toca à situação financeira das farmácias, estamos a atravessar um período de recuperação, embora ainda seja necessário um maior apoio do ponto de vista legislativo, com medidas que permitam alguma folga financeira”.
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