Ainda no rescaldo das festas, o FN foi alertado por um conhecido comerciante da baixa do Funchal, revoltado com a forma como as autoridades costumam gerir a chamada noite do Mercado. O dia 23 de dezembro já só conta para a história, mas este pequeno empresário, proprietário de um bar que durante anos serve a multidão que se aglomera junto ao Mercado dos Lavradores, lamenta que a autarquia ainda não tenha acertado o passo ao nível das regras da comercialização das bebidas.
Este ano, foi regra: cerveja vendida num copo de plástico, previamente distribuído aos comerciantes, sem sombra de copo de vidro. Cerveja a 1 euro ao copo e mais 50 cêntimos pelo copo de plástico. Desde logo, os consumidores reclamam por terem de pagar o referido valor pelo copo. Como se não bastasse, muitos foram os copos que vieram rotos na sua base: então era deitar a cerveja no copo, que vazava do fundo e era copo atrás de copo… Saturado desta cantiga, o proprietário ignorava as ordens dos governantes de gabinete e lá despachava serviço a copo de vidro, indiferente à fiscalização.
“Os senhores que mandam na Câmara Municipal do Funchal não fazem ideia do que é aguentar um bar aberto o ano inteiro e em noite de multidão como é a do Mercado. Se pagassem os impostos que nós pagamos ao longo do ano, a tanta entidade, até imploravam para mantermos as portas abertas. Além de já sermos castigados com uma carga fiscal elevada, chegam-nos estas exigências de copos de plástico numa noite em que não é preciso inventar a roda, que é só para afastar a clientela e dar-nos mais trabalho”, desabafa ao FN um empresário desta praça.
Depois, mostra-nos os copos de anos anteriores, distribuídos pela Empresa de Cervejas da Madeira, estes sim resistentes e em condições de servir a freguesia.
O nosso interlocutor não se queixa da procura nas festas de Natal, nomeadamente na noite do Mercado, mas apela à Câmara para que tenha o bom senso de alterar esta sua política dos copos de plástico para o próximo arraial da noite do Mercado. “Uns cumprem as regras e são penalizados. Outros fazem olhos de mercador e vendem como podem. Há é que facilitar a vida ao comerciante que já anda o ano inteiro sufocado com impostos”.
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