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Segundo o jornal Público, “a dois dias da tomada de posse da nova Assembleia Nacional da Venezuela, ainda não há certezas sobre o número de deputados que vão compor a bancada maioritária do Parlamento – que pela primeira vez, em mais de 16 anos, será assegurada pela oposição ao Presidente Nicolás Maduro, vencedora das legislativas de 6 de Dezembro, com 64% dos votos.
A Mesa da Unidade Democrática (MUD), a grande coligação que reúne os partidos e movimentos que da esquerda à direita fazem oposição ao “oficialista” Partido Socialista Unido da Venezuela, garante que a 5 de Janeiro, os seus 112 deputados vão apresentar-se para assumir os mandatos, incluindo aqueles cuja posse está suspensa por uma providência cautelar decidida pelo Supremo Tribunal de Justiça na véspera de Ano Novo.
Numa manobra judicial que a oposição denunciou como “um golpe de Estado encoberto”, o Governo avançou para os tribunais para impugnar os resultados de uma série de circunscrições em pelo menos três estados, e assim travar – ou pelo menos atrasar – a entrada em funções de dez deputados da oposição. Esse seria o número suficiente para evitar que a maioria absoluta da MUD ascendesse a dois terços do Parlamento – a fasquia necessária para a aprovação de reformas constitucionais, para a convocação de referendos e para a censura de deputados.”
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