Partido Nacionalista na corrida eleitoral para valorizar a produção regional

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O PNR já formalizou a candidatura junto do Tribunal Judicial do Funchal. Fotos Facebook Álvaro Araújo.

Álvaro Araújo é o cabeça de lista pela Madeira do Partido Nacional Renovador (PNR). Nas últimas Eleições Regionais obteve 1052 votos. Desta vez, o desejo é manter ou aumentar esta votação consolidando o partido na Região.

Em entrevista ao Funchal Notícias, Álvaro Araújo disse que o PNR não é um partido de extrema-direita e a sua luta é pela valorização de tudo o que é nacional/regional.

Funchal Notícias: Com que objectivo o PNR concorre pelo círculo da Madeira?

Álvaro Araújo: O objectivo com que qualquer partido concorre às eleições de 4 de Outubro de 2015 é ter representação na Assembleia da República. O Partido Nacional Renovador, como Partido Nacionalista, que luta belo bem de Portugal e de todos os Portugueses acima de quaisquer outros interesses ou ideologias, pretende ter 1 representante Nacionalista Madeirense a defender as pessoas da Madeira, assim como as empresas e a produção Madeirense como contributo à escala nacional.

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“O Partido Nacional Renovador não é de extrema-direita, não é de esquerda, não é de centro ou comunista, mas sim um partido Nacionalista”

FN: Quais são as cinco principais medidas que merecem ser defendidas na Assembleia da República?

  • Valorizar as empresas Nacionais/Regionais, defendendo a produção Nacional/Regional e reduzindo progressivamente a dependência exterior, de forma a equilibrar a balança comercial Portuguesa por via da produtividade e não por via da austeridade
  • Investimentos na energia renovável essencialmente através da desburocratização da pequena produção, onde a Nação pagaria aos portugueses pelas necessidades energéticas ao invés de pagar combustíveis fósseis ao exterior que representam anualmente cerca de 6 mil milhões de euros para os contribuintes portugueses.
  • Transporte marítimo de passageiros entre Madeira e Continente e com possibilidade de extensão para os Açores. Assim melhoraria o fluxo turístico em todo o território Nacional, assim como aumentaria as trocas comerciais na Nação.
  • O PNR é a favor da vida. Defende uma legislação mais restritiva para o aborto, que apenas permita esta prática em circunstâncias mesmo muito particulares, as quais já estavam previstas na lei anterior, ou seja, em casos de violação, perigo de vida para a mãe e malformação do feto.
  • Proteger a família a todo o custo. O nosso país só terá futuro através de um povo homogéneo, jovem e numeroso.

FN: Quem são os seis candidatos efetivos do PNR?

  1. Álvaro Araújo
  2. Duarte Pão
  3. Fátima Araújo
  4. António Henriques
  5. Maria Ferreira
  6. John Capelo
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“Valorizar as empresas Nacionais/Regionais, defendendo a produção Nacional/Regional e reduzindo progressivamente a dependência exterior”.

FN: Ser da extrema-direita é um ‘bicho papão’ para o eleitorado moderado madeirense?

A.A: O Partido Nacional Renovador não é de extrema-direita, não é de esquerda, não é de centro ou comunista, mas sim um partido Nacionalista, que luta pelos interesses de Portugal e dos Portugueses acima de tudo. Para nós, os interesses da Nação portuguesa estão acima de quaisquer interesses particulares de grupos sociais, grupos económicos, lóbis, partidos ou ideologias. O PNR luta pela causa Nacional/Regional; luta pela viabilidade económica do nosso país, que tem sido destruída pelos governos anteriores e que coloca em causa o nosso direito de vivermos e trabalharmos na nossa terra junto dos nossos familiares; pela viabilidade das empresas portuguesas que têm sido vendidas ao estrangeiro devido muitas vezes a uma má gestão evidentemente deliberada (GALP, EDP, CTT, ANA, PT, TAP, etc); pela produção Nacional/Regional, que tem sido substituída pelos produtos estrangeiros, com tudo o que isso implica de mal para o emprego e para a facturação das empresas nacionais e regionais; pela protecção do nosso território e dos cidadãos que nele habitam; é isto que entendemos por lutar pela prosperidade de Portugal e dos Portugueses.

FN: Quanto vai gastar o PNR-Madeira nesta campanha?

A.A.: Os gastos das campanhas realizadas pelo PNR são quase totalmente financiados pelos próprios candidatos, e a Madeira não é excepção. Na campanha anterior gastei cerca de 1000€ do meu próprio dinheiro. Nesta Campanha serei mais restrito, mas a população pode estar descansada que o PNR não irá gastar o dinheiro dos contribuintes portugueses na campanha. Quem gasta dinheiro público nas campanhas são essencialmente o PS, PSD, CDS, CDU, BE, JPP.

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Álvaro Araújo com o líder nacional do PNR, José Pedro Coelho.

FN: Como comenta os recentes incidentes entre o PNR e apoiantes de Sócrates em frente à cadeia de Évora?

A.A.: O que continua a acontecer na cadeia de Évora são pessoas a apoiar gente corrupta, que como os representantes do governo atual continuam a afundar mais a nossa nação com medidas que privilegiam os interesses internacionais ou de certos grupos em detrimento dos Nacionais. As pessoas têm o direito de apoiar quem querem, mas nós também temos o direito de demonstrar a nossa indignação. O PNR irá opor-se sempre a quem destruiu ou a quem pretende destruir ou hipotecar o futuro de todos os Portugueses.

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A energia renovável e os os transportes amigos do ambiente são apostas do PNR.

FN: Nas últimas Regionais o PNR não chegou aos 800 votos na Madeira. Para ser eleito são precisos 14 a 15 mil votos. Com 16 forças políticas a concorrer vale a pena dar a cara pelo PNR?

A.A.: Nas últimas eleições Regionais o PNR obteve 1052 votos na Madeira. Sei que é difícil, porque o PNR começa do zero enquanto os partidos mais conhecidos começam do +10, 20, ou 30% independentemente do candidato. Isto acontece porque ainda existe muita gente fanática pelo “seu partido” e dificilmente irá votar de forma consciente. Também não entendo porque é que a população em geral critica tanto os governos e depois eles ganham sempre. Não gosto de criticar os governos, mas a realidade é que as “regras” são feitas pelos políticos e os políticos são sempre os mesmos há décadas e seguem todos a mesma linha orientadora (cortes; reduções; venda das empresas estratégicas; investimentos não rentáveis). Desta forma, Portugal está mais pobre e a vida dos portugueses está a andar para trás.