João Carlos Abreu quase eterno na Cultura

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João Carlos Abreu a receber a pasta da cultura, ante o olhar do chefe, Jardim, e de Miguel de Sousa.

Esta imagem tem muitos, muitos anos. Tudo porque a memória falha quando se tenta saber quando é que João Carlos Abreu assumiu a pasta de secretário regional do turismo. Na verdade, foi dos governantes com maior longevidade no governo jardinista e não estaríamos longe da verdade se dissermos que foi dos mais fiéis.

A imagem documenta a passagem de testemunho: o eng. Ribeiro Andrade entrega a pasta do Turismo a João Carlos Abreu, que a segurou com mão de ferro e só a largou já na reta final do consulado jardinista.

Muitas foram as polémicas em torno de João Carlos Abreu, o homem que dinamizou a Zona Velha, os carnavais, as feiras, o autor de livros de timbre poético, e que sempre acreditou nas potencialidades do turismo local. Ninguém lhe tira o mérito. Mas as controvérsias sempre se sucederam, ora por insatisfação dos hoteleiros, sempre descontentes pelas insuficientes operações de dinamização turística, ora por questões governativas de índole diversa.

O governante iniciou a sua carreira jornalística com apenas 17 anos, fazendo a sua primeira reportagem jornalística acerca da chegada de um navio cruzeiro à Madeira. Um dos seus trabalhos marcantes foi a tragédia do navio Lacónia cujo título era “Lacónia: Cruzeiro em Chamas”.

Na Ilha, trabalhou sempre ao serviço do “Jornal da Madeira”, cujo facto que considera marcante foi o de ter sido “correspondente do “Jornal da Madeira”, no Concílio Vaticano. Foi um acontecimento único no século XX já que não se fazia um Concílio desde 1869.” Nos anos 70, João Carlos Abreu também foi correspondente de vários jornais do continente português, como é o caso de “O Tempo”, “Jornal do Comércio”, “Jornal a Capital” e “A voz”. Foi também empresário, relações públicas, agente de viagens, diretor de hotel, Diretor Regional de Animação, Diretor Regional de Turismo, e durante 23 anos (1984-2007), foi Secretário Regional de Turismo e Cultura.

Em Junho de 2007, cessou funções no Governo Regional da Madeira e a partir dessa data tem-se dedicado à escrita, ao teatro, às viagens e a causas humanitárias, presidindo à Associação CRIAMAR.